segunda-feira, 30 de junho de 2014

Teoria da Dissonância Cognitiva

O texto fala sobre coerência no pensar. Primeiramente cita sobre como algumas pessoas pensam de uma maneira, porém tem pensamentos incoerentes em relação a esse primeiro pensamento (exemplo: se declarar como não racista, porém não querer morar em um bairro com negros). O que interessa aos pesquisadores são casos em que a pessoa sabe que é errado/negativo e ainda assim o faz (exemplo: cigarro).
O autor apresenta então hipóteses básicas para dissonância: a primeira diz que as pessoas sabendo da existência da dissonância (incoerência) buscam encontram um aspecto de consonância (coerência) para reduzi-la; a segunda diz que a pessoa não só buscará reduzir essa dissonância como também evitará aspectos e informações que possam aumentá-la.
Posteriormente, o autor explica os conceitos de dissonância, cognição e dissonância cognitiva. Quanto à dissonância cognitiva ela pode ser considerada "uma condição antecedente que leva à atividade orientada para a redução de dissonância".
O autor começa a levantar possíveis respostas para o motivo dessas dissonâncias. Uma delas é quanto à chegada de novos conhecimentos e percepções à realidade da pessoa que podem alterar ainda que momentaneamente seu modo de pensar. A segunda baseia-se na explicação de que "nem tudo é preto no branco", ou seja é natural, que nem tudo siga um padrão. Isso nos leva a pensar que a dissonância é inevitável momentaneamente em algumas situações, mas e o que explica o fenômeno de quando ela não é momentânea? Esse é um ponto que o autor acaba abordando ao final do capítulo.
Nesse ponto do capítulo ele se atem em discutir como reduzir a dissonância. Utilizando o exemplo do fumo, ele explica que a pessoa tem duas opções para reduzir a dissonância em relação à suas ideias: parar de fumar ou simplesmente, mudar seus conhecimentos em relação ao fumo, vendo isso agora de maneira positiva. No entanto, em alguns momentos, não é possível nenhuma dessas hipóteses e a pessoa sucumbe à pressões. O autor levanta que outros autores  concordam com seu ponto e resume em uma frase "ponto importa te a recordar é quexiste pressãpara que sproduzam relações consonantes entre cognições e para quse evite ou reduza a dissonância".
Na parte seguinte do texto, o autor busca estudar as relações entre dissonâncias e consonâncias. Primeiramente ele volta a delimitar conceitos. Os dois conceitos referem-se a tipos de cognição, isso é, coisas que a pessoa conhece sobre si mesma, sobre o meio que a cerca e sobre seu comportamento.  Um resumo que o autor levanta é que a cognição em geral se refere ao que a pessoa faz ou sente ou o que realmente existe no meio ambiente, ou seja, tudo que ela conheceu empiricamente.
No tópico seguinte, o autor discute sobre os três tipos de relações que podem existir entre os pares de elementos sendo elas:
- Relações irrelevantes: quando um elemento não afeta em nada a percepções que se tem do outro elemento
- Relações relevantes (dissonância e consonância): elas afetam as percepções, uma podendo ser ignorada ou incongruente com o que é feito, a outra podendo ser congruente com a maneira como a pessoa agirá. Alguns aspectos relevantes da dissonância: ela pode decorrer de uma inconsistência lógica, pode advir de hábitos culturais, pode vir de uma opinião específica ser agregada à uma opinião geral e pode advir de uma experiência passada.
Quanto à magnitude da dissonância, sabemos que a magnitude é variável para cada situação e existem pontos que nos ajudam a determinar qual a magnitude de cada situação.
Quanto à redução da dissonância, o texto fala sobre a questão da mudança de um elemento cognitivo comportamental, da mudança de um elemento cognitivo ambiental e sobre a adição de novos elementos. E termina o texto falando sobre as resistências encontradas: à redução, a mudança de elementos cognitivos ambientais e colocando limites de magnitude e dissonância. 

sábado, 7 de junho de 2014

Obscura (texto 10)

Stanley Milgram era psicólogo interessado em estudar a obediência à autoridade. Isso porque lhe intrigava a explicação que comumente davam em relação ao Holocausto de que as pessoas que se submeteram a tais atos de crueldade eram persuadidas por terem uma personalidade autoritária, que por exemplo na infância tinham passado por experiências que levaria com que elas se submetessem à autoridade quando mais velhas.
Para sua experiência, Milgram convidou voluntários com o "objetivo" de estudar sobre efeitos de punição sobre aprendizado. Com esse objetivo, ele os colocava como professores que deveriam dar choques a cada vez que o aluno lesse uma palavra errada. O aluno em geral errava e vinham os primeiros choques e outros choques e com isso os primeiros gritos. Nos primeiros gritos, o voluntário costumava pedir para parar, no entanto diante de uma negativa do "profissional responsável" pelo estudo, continuava a dar choques seguidamente até que o "aluno" parava de gritar. Isso tudo acontecia sem que o voluntário soubesse que o "aluno" era um ator e sem saber do verdadeiro intuito, embora muitos descobrissem que tratava de uma questão relacionada à obediência.
Como resultado, 65% das pessoas se recusaram a parar. Milgram investigara personalidade, questões da infância, serviço militar e etc, no entanto, o resultado corrobava que era a situação que moldava a atuação do indivíduo. Nesse caso específico, a pessoa sentia-se à vontade para continuar por conta da autoridade verossímil que sentiam ao ser autorizados a prosseguir pelo pesquisador. Após um certo tempo, a ação de certa maneira se tornava automática.
Eu automaticamente comparei os estudos com à velha discussão filosófica do homem bom e homem mau. Para Hobbes, a maldade é inata e isso ajudaria a comprovar a questão da autoridade e personalidade. No entanto, acho que essa pesquisa vai diretamente contra o que vemos no texto, como é mostrado com a exposição dos casos encontrados pela autora.
No primeiro, Joshua, um homem que havia sido bem sucedido em sua carreira, ex-militar, com atitudes agressivas (usou o termo "japas filhos da puta" para se referir à japoneses na guerra) foi um dos que não foram até o final (segundo ele, com receio de ter um ataque cardíaco). Em compensação, um segundo caso, completamente oposto ao de Joshua, Jacob, à época homossexual vivendo um romance com o colega de quarto, estudante, esse foi até o final. Para ele a experiência teve um efeito transformador, a partir dela ele decidiu mudar de vida. Acredito que o exemplo de Jacob explicite sobre a questão da validade externa (se o evento tivesse ocorrido fora de laboratório teria sido diferente?), uma vez que o efeito do estudo foi poderosíssimo sobre a vida do rapaz.
Por fim, gostaria de compartilhar o trailer do filme "A onda". O filme tem uma temática muito similar ao estudo, uma vez que mostra uma experiência de grupo que influenciou individualmente diversas pessoas.