No segundo semestre de 1970, nesse mesmo curso, diminuíram-se o número de capítulos do livro utilizado como base, porém aumentou-se o número de unidades a serem percorridas, impactando em uma mudança em relação aos testes. Nesse semestre também houve uma preocupação em ter um acompanhamento mais próximo dos alunos, aumentando o número de instrutores para dois, diminuindo o número de alunos por monitor e com um atendimento de quatro horas extras do professor. A tendência é que com isso existissem mais resultados positivos (à época, o curso ainda estava em andamento).
Quanto à disciplina de Eletricidade e Magnetismo essa só teve o método implementado a partir do primeiro semestre de 1970. Na programação do curso foram colocadas doze experiências, onze unidades e nove testes. Fizeram a disciplina apenas 57 alunos e desse número, houveram 32 trancamentos, impossibilitando conclusões acerca do que foi proposto. Uma justificativa para esses trancamentos foi o desinteresse dos alunos de Engenharia Civil na matéria. No segundo semestre de 1970 tivemos uma diminuição da quantidade de assunto por unidades e modificações em relação ao teste. Na média agora constava a nota das experiências em laboratórios. Houve uma compensação em relação ao número de instrutores por falta de monitores. A tendência é que os resultados sejam positivos.
Quanto à disciplina de Cálculo I, no primeiro semestre de 1970. Foram treze unidades, uma bateria de nove testes em um curso de 555 alunos, sendo em sua maioria calouros. Os resultados foram bem positivos. No segundo semestre em que foi ministrada a disciplina, era uma turma principalmente de repetentes. No entanto, nesse novo método, as pessoas não são repetentes, elas apenas não completaram o curso e com isso elas continuam de onde pararam no semestre anterior.
Para a disciplina de Cálculo Numérico, foram doze unidades, com um teste por unidade. Os resultados relatados foram normais, alinhados com o que já haviam registrado. Não houveram muitas mudanças no segundo semestre.
Na disciplina de Cálculo II, foram 13 unidades com previsão de aprovação de 70% dos 457 alunos.
Quando à experiência de Ensino Médio com a disciplina de Física,institui-se menor número de unidades, assistência de alunos mais adiantados aos mais lentos e principalmente discussão dos testes com o próprio professor.
Quanto à influência da teoria no método, temos que baseado na evolução dos estudos psicológicos daquela época, relacionadas à apoio como incentivador de crescimento pode ser destacado, bem como a garantia de se manter dentro do programa (ou seja avançar de acordo com o rendimento do aluno) e o reconhecimento da sociedade através do bom desempenho. O texto fala sobre como também deve se comportar os monitores, exaltando especialmente a questão do apoio.
O texto também fala sobre a questão das tecnologias estarem se desenvolvendo, porém não são utilizadas da melhor maneira possível porque o método tradicional as impede de serem potencializadas. Logo o desenvolvimento estaria intrinsecamente ligado com a proposta desse novo método.
Como conclusão do texto, o autor ressalta alguns benefícios do método, tais como modificação dos conceitos educacionais, maior rentabilidade educacional e menor custo (dado o fato que o índice de reprovação, ou seja, reinvestimento é menor), participação do educando no processo educativo e melhores condições de curso.
Quanto à minha opinião, como já deixei claro no texto, anterior, acredito que esse é um método que teria difícil implementação na situação atual que temos (de uma Universidade de múltiplas propostas e de alunos que desde o período de Universidade buscam se preparar para o mercado já trabalhando desde muito cedo). Além disso concordo com autor, apensar de terem se passado mais de quarenta anos, de que os países mais desenvolvidos se beneficiariam mais do método do que os em desenvolvimento uma vez que neles pelo menos já existe uma base para se começar a pensar em evolução.
Por fim, deixo como reflexão esse vídeo:
Nesse vídeo, esse jovem menino chamado Logan discorre sobre o que as crianças buscam ser quando crescerem: felizes. Nesse vídeo ele questiona porque a felicidade não pode estar relacionada com a escola, com a formação de alguém e isso me fez lembrar de que o método apresentado no texto busca formar as pessoas para o mercado e isso pode implicar em algo além do que o lado profissional de alguém, por exemplo na inteligência emocional da pessoa que está intrinsecamente ligada à felicidade. No vídeo, ele cita outro vídeo relacionado ao tema que também relacionarei abaixo:
Nesse outro vídeo Sir Ken Robison fala sobre como o sistema atual estigmatiza erros e como isso é danoso para criatividade. Nesse ponto me lembrei da questão do apoio por parte dos professores, por deixar com que as pessoas avancem de acordo com seu próprio tempo. Ele levanta um argumento interessante sobre como o sistema público (e tradicional de educação) é criado para produzir professores universitários que segundo ele são pessoas que "vivem em suas próprias cabeças". Além disso, ele diz que o sistema atual é fruto das necessidades criadas pelo revolução industrial, ou seja, estudamos o que é considerado necessário ou de algum uso. Nesse sentido, sinto que por o método ser mais objetivo, ele acaba focando no essencial para aquele curso determinado. No final das contas, tudo é muito rígido na educação, não se pensa nas necessidades do todo, apenas na produção, no resultado, as pessoas não se tornam diferenciadas através do que compreendem.
Trouxe esses dois vídeos por achar que ambos mostram o quanto o sistema educacional urge por mudanças que foquem cada vez mais na pessoa e não tanto nos resultados. Eu particularmente vejo como isso natural, como uma necessidade até mesmo espiritual/psicológica do ser humano, como se estivessem levando educação para outro patamar e espero que no final sirva para isso mesmo, para que cada vez mais possamos ter não só bons profissionais, mas boas pessoas que de fato contribuam para a sociedade, para o mundo.