sábado, 31 de maio de 2014

O método de instrução personalizada na UnB: Aplicação, Análise e Comparação com o Método Tradicional - parte 2

Na segunda parte do texto, somos apresentados ao relato da experiência de aplicação do método na disciplina de Introdução à Física em relação ao subgrupo de Mecânica. Os resultados mostram que os alunos acham que nesse subgrupo a compreensão deve ser maior e deve haver maior memorização de detalhes. Vemos também que há menor aceitação do método no sentido que os alunos enxergam menor importância como indivíduos e que apreciam o método. Essa insatisfação é justificada com o fato de que o curso não disponibilizou monitores suficientes e novamente nos deparamos que com isso, não é possível nesse método a improvisação.
No segundo semestre de 1970, nesse mesmo curso, diminuíram-se o número de capítulos do livro utilizado como base, porém aumentou-se o número de unidades a serem percorridas, impactando em uma mudança em relação aos testes. Nesse semestre também houve uma preocupação em ter um acompanhamento mais próximo dos alunos, aumentando o número de instrutores para dois, diminuindo o número de alunos por monitor e com um atendimento de quatro horas extras do professor. A tendência é que com isso existissem mais resultados positivos (à época, o curso ainda estava em andamento).
Quanto à disciplina de Eletricidade e Magnetismo essa só teve o método implementado a partir do primeiro semestre de 1970. Na programação do curso foram colocadas doze experiências, onze unidades e nove testes. Fizeram a disciplina apenas 57 alunos e desse número, houveram 32 trancamentos, impossibilitando conclusões acerca do que foi proposto. Uma justificativa para esses trancamentos foi o desinteresse dos alunos de Engenharia Civil na matéria. No segundo semestre de 1970 tivemos uma diminuição da quantidade de assunto por unidades e modificações em relação ao teste. Na média agora constava a nota das experiências em laboratórios. Houve uma compensação em relação ao número de instrutores por falta de monitores. A tendência é que os resultados sejam positivos.
Quanto à disciplina de Cálculo I, no primeiro semestre de 1970. Foram treze unidades, uma bateria de nove testes em um curso de 555 alunos, sendo em sua maioria calouros. Os resultados foram bem positivos. No segundo semestre em que foi ministrada a disciplina, era uma turma principalmente de repetentes. No entanto, nesse novo método, as pessoas não são repetentes, elas apenas não completaram o curso e com isso elas continuam de onde pararam no semestre anterior.
Para a disciplina de Cálculo Numérico, foram doze unidades, com um teste por unidade. Os resultados relatados foram normais, alinhados com o que já haviam registrado. Não houveram muitas mudanças no segundo semestre.
Na disciplina de Cálculo II, foram 13 unidades com previsão de aprovação de 70% dos 457 alunos.
Quando à experiência de Ensino Médio com a disciplina de Física,institui-se menor número de unidades, assistência de alunos mais adiantados aos mais lentos e principalmente discussão dos testes com o próprio professor.
Quanto à influência da teoria no método, temos que baseado na evolução dos estudos psicológicos daquela época, relacionadas à apoio como incentivador de crescimento pode ser destacado, bem como a garantia de se manter dentro do programa (ou seja avançar de acordo com o rendimento do aluno) e o reconhecimento da sociedade através do bom desempenho. O texto fala sobre como também deve se comportar os monitores, exaltando especialmente a questão do apoio.
O texto também fala sobre a questão das tecnologias estarem se desenvolvendo, porém não são utilizadas da melhor maneira possível porque o método tradicional as impede de serem potencializadas. Logo o desenvolvimento estaria intrinsecamente ligado com a proposta desse novo método.
Como conclusão do texto, o autor ressalta alguns benefícios do método, tais como modificação dos conceitos educacionais, maior rentabilidade educacional e menor custo (dado o fato que o índice de reprovação, ou seja, reinvestimento é menor), participação do educando no processo educativo e melhores condições de curso.
Quanto à minha opinião, como já deixei claro no texto, anterior, acredito que esse é um método que teria difícil implementação na situação atual que temos (de uma Universidade de múltiplas propostas e de alunos que desde o período de Universidade buscam se preparar para o mercado já trabalhando desde muito cedo). Além disso concordo com autor, apensar de terem se passado mais de quarenta anos, de que os países mais desenvolvidos se beneficiariam mais do método do que os em desenvolvimento uma vez que neles pelo menos já existe uma base para se começar a pensar em evolução.
Por fim, deixo como reflexão esse vídeo:
Nesse vídeo, esse jovem menino chamado Logan discorre sobre o que as crianças buscam ser quando crescerem: felizes. Nesse vídeo ele questiona porque a felicidade não pode estar relacionada com a escola, com a formação de alguém e isso me fez lembrar de que o método apresentado no texto busca formar as pessoas para o mercado e isso pode implicar em algo além do que o lado profissional de alguém, por exemplo na inteligência emocional da pessoa que está intrinsecamente ligada à felicidade. No vídeo, ele cita outro vídeo relacionado ao tema que também relacionarei abaixo: 
Nesse outro vídeo Sir Ken Robison fala sobre como o sistema atual estigmatiza erros e como isso é danoso para criatividade. Nesse ponto me lembrei da questão do apoio por parte dos professores, por deixar com que as pessoas avancem de acordo com seu próprio tempo. Ele levanta um argumento interessante sobre como o sistema público (e tradicional de educação) é criado para produzir professores universitários que segundo ele são pessoas que "vivem em suas próprias cabeças". Além disso, ele diz que o sistema atual é fruto das necessidades criadas pelo revolução industrial, ou seja, estudamos o que é considerado necessário ou de algum uso. Nesse sentido, sinto que por o método ser mais objetivo, ele acaba focando no essencial para aquele curso determinado. No final das contas, tudo é muito rígido na educação, não se pensa nas necessidades do todo, apenas na produção, no resultado, as pessoas não se tornam diferenciadas através do que compreendem.
Trouxe esses dois vídeos por achar que ambos mostram o quanto o sistema educacional urge por mudanças que foquem cada vez mais na pessoa e não tanto nos resultados. Eu particularmente vejo como isso natural, como uma necessidade até mesmo espiritual/psicológica do ser humano, como se estivessem levando educação para outro patamar e espero que no final sirva para isso mesmo, para que cada vez mais possamos ter não só bons profissionais, mas boas pessoas que de fato contribuam para a sociedade, para o mundo.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Lama no laboratório

O texto relata a experiência realizada por uma turma de psiquiatras com um monge tibetano. O interesse do estudo era conhecer mais profundamente a mente extremamente disciplinada de um monge bem como o que ocorria dentro dessa mente durante o estado de meditação, buscando desvendar se esse estado nos ajudaria a lidar melhor com emoções destrutivas, se a pessoa por esforço próprio pode "moldar" sua mente de maneira a evitar essas emoções sendo assim mais efetiva que medicamentos.
A experiência foi feita da seguinte maneira: Oser, monge tibetano escolhido para o estudo, faria um rodízio mental cotidiano, em repouso, passando assim por diversos estados meditativos. Diante de um vasto cardápio de opções de meditação, os pesquisadores escolheram uma visualização, a concentração em um ponto e a geração de compaixão e o monge escolheu meditações sobre destemor e devoção e "estado aberto", e assim se formou o que eles estudariam daqui para frente. Não entrarei profundamente nelas, porém cada uma possuía características próprias que as distinguiam em teor, embora não fossem tão distintas em processo. Caso o monge conseguisse demonstrar características nítidas e coerentes em quaisquer desses estados meditativos, essa seria a primeira vez que veriam isso.
Durante a experiência, o monge meditou durante pequenas sessões dentro de um aparelho de MRI, repetindo as sessões dos estados que ele havia escolhido. Após esse exame, ele partiu para uma bateria de exames de eletroencefalógrafo. Além disso, durante os dias de experimento, eles tiveram a visita do próprio Dalai Lama que estava ali para discutir os resultados com os pesquisadores, demonstrando tino para entendimento dos dados científicos.
Como um dos primeiros resultados da pesquisa, Davidson conseguiu extrair que muito provavelmente o monge era capaz de regular voluntariamente suas atividades cerebrais, apenas pensando. Ou seja, haviam mudanças no seu cérebro cada vez que ele mudava de estado mental. 
Outro resultado também valioso, aconteceu quando ele meditava sobre compaixão foi uma alta numa atividade elétrica fundamental chamada gama no giro mediano frontal esquerdo (local das emoções positivas). Em outro estudo, Davidson concluíra que pessoas com alta nessa atividade relatavam simultaneamente sensações de felicidade, entusiasmo, alerta, alegria e alta energia. Em um local oposto do cérebro, situam-se as emoções aflitivas, quem tem mais atividade ai está propenso a tristeza, ansiedade e preocupação. Essas descobertas são importantes, pois cada um tem a propensão de alterar o próprio humor e assim alterar a proporção dessas atividades opostas e o monge conseguiu fazer essa alteração de proporções durante essa determinada meditação.
Foi questionado durante as pesquisas se esse resultado positivo eram em razão à personalidade do monge ou em razão do intenso treinamento a que ele foi exposto ao longo da vida. Caso isso fosse em razão ao seu treinamento, essa era uma descoberta essencial para o desenvolvimento humano.
Após os estudos de Davidson, Ekman, outro pesquisador fez um experimento de identificação facial em que as pessoas tinham de identificar em um período muito rápido quais expressões viam. Esse experimento demonstra o potencial empático que cada pessoa tinha. Nesse estudo, as pessoas que melhor se saiam eram mais abertas a novas experiências, curiosas e interessadas sobre tudo. Além de dignas de confiança e eficientes. Ekman convidou Oser com a esperança de que ele como experimente meditador se saísse melhor que os outros candidatos do estudo e assim foi. Por que isso? A conclusão  a que o Dalai Lama chegou foi que a meditação talvez aprimore a capacidade de cognição (perceber estímulos mais rápidos) além de uma maior capacidade de afinação em relação a emoção de outras pessoas.
Nesse mesmo estudo, eles estudaram o reflexo do susto, algo completamente espontâneo e primitivo, sem poder ser contido por nenhum ato racional. O susto foi escolhido para ser estudado porque quanto maior o susto que a pessoa sente, maior a tendência a sentir emoções negativas. Nunca antes haviam conseguido reprimir o susto, porém o monge conseguiu, trazendo maiores implicações para o estudo do desenvolvimento humano.
No experimento seguinte, eles tentaram ver no que implicava fisiologicamente, a discordância, colocando o monge debatendo algumas questões em que ele e uma pessoa tolerante e outra intolerante (uma de cada vez), discutiriam sobre pontos discordantes. Com a pessoa tolerante, a conversa foi extremamente agradável para ambos e quanto à pessoa intolerante, aos poucos o monge a acalmou-a de maneira que ela não conseguia confrontá-lo. 
No último experimento apresentaram para o monge um filme de amputação que mostrava apenas o membro sendo amputado e um segundo filme em que uma pessoa tinha sua pele queimada sendo arrancada. No primeiro filme, a reação do monge foi uma aversão normal. Porém no segundo filme, o que ele pode ver a pessoa inteira, o monge sentiu uma profunda carinho, consideração e compaixão pela dor da pessoa, pensando em como amenizar o sentimento dessa pessoa.
Diante desses resultados, o pesquisador decidiu prosseguir com essas pesquisas com pessoas que ao contrário do lugar comum da Psicologia, não eram "problemáticas", mas sim extraordinárias. Extraordinárias no caso eram pessoas que emanavam a sensação de bondade (não só passando, mas sendo de fato bondosos), eram desprendidas em relação ao status, fama e etc; e por fim eram extremamente concentradas e atenciosas. 
O experimento que se seguiu foi em relação a neuroplasticidade do cérebro (ou seja capacidade de ser modificado ao longo da vida) e a pergunta central, relacionada com os outros experimentos era se era possível alterar através da meditação alguns circuitos do cérebro associados a diversos tipos de emoção. E a conclusão é que aparentemente sim.
Como conclusão do trabalho, vemos que é possível condicionar nossa mente e que isso só traz benefícios pro próprio corpo e mente. E isso não quer dizer apenas no sentido religioso, mas no sentido puramente trazendo da realidade humana hoje em dia.

sábado, 24 de maio de 2014

O método de instrução personalizada na UnB: Aplicação, Análise e Comparação com o Método Tradicional - parte 1

O texto se trata de uma crítica ao sistema educacional tradicional, feito com base na experiência de implantação de um método de instrução personalizado no período do final dos anos 60 e início dos anos 70. Quando se trata de ensino tradicional, falamos do método em que o ensino é feito através da transmissão oral de conteúdo, através de exposição e muitas vezes misturada com dinâmicas de grupo ou trabalhos, associadas normalmente a salas de aula e professores. Eles criticam também a possibilidade de improvisação que esse método permite, levantando que  devemos buscar métodos mais racionais. Outra crítica do sistema era em relação ao fato de que os alunos, por participarem de um sistema generalista, tendem a avançar quando ainda não estão preparados ou mesmo permanecer na mesma matéria quando já estão prontos para avançar. Em suma, existe uma crítica geral ao fato de que sem métodos racionais, as pessoas ingressam no mercado sem entender profundamente o que se dar por trás de uma tarefa, sem poder contribuir no desenvolvimento da sociedade. 
A experiência aconteceu ao longo de quatro semestres letivos, em três disciplinas de Física e três de Matemática em nível universitário e três disciplinas de Física em nível médio A. Inicialmente ela foi proposta pelo professor F.S. Keller do Departamento de Psicologia, ao ministrar Psicologia Experimental e foi retomada pelo professor L. C. Gomes.
Nesse novo método proposto, os alunos tem as matérias divididas em unidades e iam progredindo na matéria de acordo com a compreensão  que tem da matéria, só avançando quando sentem-se prontos. Isso era feito individualmente, sem aulas expositivas recorrentemente, onde os alunos tinham momentos em sala de aula apenas para debater suas dúvidas com o monitor e para o fim de estudar os módulos propostos. O monitor era parte de uma equipe de 15 monitores, dois instrutores e um professor (em uma turma de 150 alunos), isso no caso da faculdade (no caso de Ensino Médio, dispensava-se os monitores e instrutores). O aluno era avaliado através de testes de cada unidade, sendo que ele era só era aprovado caso obtivesse nota máxima, podendo refazer o teste quantas vezes fossem necessárias. Além disso o aluno também era avaliado através de um exame final.
Como resultado tivemos em um primeiro semestre em que foi ministrado a disciplina de Física que mostrou um aumento no número de aprovações, melhores resultados e satisfação dos alunos em relação a esse novo estilo de ensino, em uma turma de calouros. No segundo trimestre, em uma turma que era mista de repetentes e pessoas de outros cursos, o desempenho não foi tão bom quanto o esperado e com isso no semestre seguinte o curso foi modificado para que fosse melhorado o desempenho e como resultado, houveram resultados positivos. O 2º semestre de 1970 estava em andamento quando o texto foi escrito.
Em relação ao texto, minha opinião pessoal é de que aprecio o método proposto, porém tenho algumas considerações em relação. 
Por exemplo, acho que seria um método que poderia ter grandes falhos caso fosse levado para hoje em dia. Isso porque com as melhores possibilidades que não só a Universidade, mas que o mercado oferece para nos capacitarmos, muitas vezes deixaríamos de priorizar as matérias e com isso não obteríamos sucesso nas mesmas independentemente do método. Em cursos que tem matérias de Física introdutórias, generalizando, porém posso estar errada, não é tão comum estagiar nos primeiros semestres e com isso as pessoas tem a dedicação total ao estudo. Em cursos como Administração em que os alunos tem a possibilidade de estagiar ou se envolver com extensão desde cedo, muitas vezes o estudo teórico é despriorizado e com isso, o gasto nesse tipo de método seria inútil (levando em conta que essa é uma hipótese generalista).
Além disso, outra pergunta muito levantada através do texto foi essa diferença entre calouros e estudantes que já estavam regulares na Unb. Como vimos no texto, o desempenho dos calouros é superior e com isso, podemos  levantar uma hipótese baseada no desempenho recorrente de calouros. Calouros apesar de se formarem em escolas de métodos tradicionais em sua grande maioria, tendem a chegar na Universidade se "preparando para o pior". Com isso se dedicam muito mais, por não conhecerem a situação empiricamente. Alunos recorrentes tendem a vir enviesados por outras experiências universitárias e por isso, acredito que não se dediquem. Por isso, acredito que esse método teria difícil aplicação caso não fosse feito em mutirão.
Apesar de todas as considerações que tive, acredito que esse método é interessante e deveria ser proposto de maneira personalizada para cada situação, pelo menos adotado em algum sentido porque poderia trazer novas perspectivas para um ensino em que vale a lei em que o mais forte sobrevive e o mais fraco não tem nem a oportunidade de tentar.

sábado, 10 de maio de 2014

Sobre Ser São Em Lugares Insanos

Nos anos 70, David Rosenham resolveu realizar um experimento desafiando a capacidade dos psiquiatras de determinar um diagnóstico e ao mesmo a capacidade dos mesmos em determinar a capacidade social de seus pacientes.
Para esse experimento Rosenham convidou oito colegas, desde colegas de profissão a uma dona de casa, para fingissem apenas um sintoma ("Estou ouvindo uma voz está dizendo 'tum'") e testassem a capacidade de diagnóstico de profissionais de diferentes instituições em diferentes cantos dos Estados Unidos. O sintoma foi escolhido partindo do princípio que o mesmo não constava da literatura e deveria ser seguido de uma total falta de ocorrimento, com uma volta à normalidade do paciente alegando que a voz havia aparecido e respondendo com clareza às perguntas feitas na enfermaria.
Como resultado, todos foram internados por períodos diferentes apesar da não ocorrência de nenhum outro sintoma. Presenciaram diversas cenas de mau tratamentos de outros pacientes, presenciaram pacientes que percebiam a normalidade neles, presenciaram pacientes que como eles jogavam fora seus remédios e ao final do período foram liberados sem nenhum outro sintoma aparentemente, sem nenhuma justificativa que corrobasse aquela internação.
O texto causou uma certa comoção na área de psiquiatria por criticar a categorização na área, não pelos sintomas do paciente, mas pelo contexto, sendo também apoiado por estudos como os testes realizados por Rosenthal e Jacobson e o experimento de Hans, o cavalo matemático. Robert Spitzer, psiquiatra famoso da época, criticou o estudo de Rosenham pela pouca de quantidade de dados acerca do estudo (como por exemplo o nome dos hospitais) ou como os pseudopacientes de fato se comportavam assim que entravam no hospital.
Podemos ver um caso similar a esse sendo retratado no filme Um Estranho no Ninho de Milos Forman em que um detento simula ser insano para não trabalhar e acaba indo parar em uma clínica. O rumo acaba sendo um pouco diferente quando o detento estimula os outros pacientes a se revoltarem contra as normas da enfermeira chefe e acaba tendo pagar consequências por isso. Comparando com o caso estudado vemos uma denúncia às práticas e uma relutância da classe em aceitar tais críticas, por não darem crédito aos pacientes ali internados, enxergarem-os como páreas da sociedade.
Ao meu ver, são críticas muito válidas as feitas pelo filme e pelo texto, apesar de não enxergarem ela valendo da mesma maneira hoje em dia (apesar de não conhecer muito, prefiro acreditar que os tratamentos sejam mais humanizados). Além disso, achei que faltaram alguns dados mais técnicos para que comprovasse um pouco melhor os resultados e a eficácia do estudo de fato. No entanto, acredito que ele aborda questões importantes que devem ser pensadas por todo profissional em formação: qual é o principal objetivo de fazermos esse trabalho? A meu ver, deveriam ser as pessoas.